terça-feira, 13 de agosto de 2013

"As grades reforçam a periculosidade daquele que cumpre sua pena. Fico pensando nas questões subjetivas: como este se sente do outro lado da grade? Elas são mesmo necessárias para “alguns” (eleição dos bons e maus novamente). Sim, existem muitos que oferecem risco. Alguns de fato precisam do controle externo, pois seu superego não dá conta de conter sua impulsividade ou seu desejo, se sobrepondo aos anseios coletivos. E para os outros? Não são mesmo capazes de convívio? Mas também penso : como pode este sistema pretender “tratar”? se o trata como perigoso? Se isto é imobiliárias reforçado na própria prisão? Como pode pretender "reformar", "ressocializar", "reintegrar" alguém, se não acredita  que este pode conviver grades dentro da prisão? Não pode caminhar sem algemas nos pés? Não pode caminhar sem algemas nas mãos? Não pode ir para um atendimento sem parlatório, sem grade? São então todos iguais?Todos habitam o imaginário da monstruosidade e da crueldade? E nenhum merece mesmo conviver? Sim, vamos nos posicionar à favor das grades. Ilusão de proteção. Ironias do sistema. Estamos todos encadeados."

 Por Karine Belmont Chaves.

 Em 22/08/11, após uma reunião de CTC.



Falando sobre a Psicologia Jurídica que é o meu maior sonho profissionalmente.

E concordo com a Karine Chaves, será que as grades são realmente necessárias? De uma coisa eu tenho certeza: as algemas nos pés e as grades na prisão, não mudam o fato de que muitas pessoas que ali estão, não deveriam mais fazer parte daquele meio e deveriam socializar e conviver novamente com o mundo. Todo mundo merece uma segunda chance, não é isso?!

Nenhum comentário:

Postar um comentário